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Monday, 14 July 2008
apenas o tempo?

Fotografia de Susana Rocha

Altos de Chavon

 

tal como um vale fértil,

também um olhar abriga fendas.

 

se ao menos um rio me conduzisse a ti…

 

[o tempo trabalha sempre em sentido contrário

 

 ao meu?]

posted by: susanarocha at 01:21 | link | comments |
direcções

Monday, 30 June 2008
esperamos o nosso tempo

Fotografia de Susana Rocha

Sesimbra

 

a areia gravou os teus passos na memória

olhas o mar, sem conseguires recordar a primeira vez que o contemplaste.

o mesmo mar que se gravou nos passos da areia.

 

quando o frio voltar

teremos um bom tempo.

posted by: susanarocha at 01:52 | link | comments |
amores

Tuesday, 20 May 2008
verdades

Roma

 

somos eternos, apenas por sermos finitos

é assim também com os momentos.

posted by: susanarocha at 22:20 | link | comments |
amores

Thursday, 03 April 2008
carta digital § 18

Fotografia de Susana Rocha

Lisboa

 

caro senhor,

 

devo começar por corrigi-lo. Imagino que se refere a analema e oito meses…

demasiado tempo de facto… mesmo para uma carta.

mas como vejo que gosta de conhecer o tempo das coisas, conto-lhe que nada viaja mais rápido que a luz, a 300 000 km/seg. certamente que o sabe.

mas saberá porque é o céu azul?

esta pergunta, que pode parecer-lhe básica, não se responde com a típica frase: porque sim.

e é nas questões básicas que muitas vezes falhamos com uma resposta.

descanse, que não divago… toda esta introdução filosófica tem como objectivo a resposta á questão que lhe coloco.

foi leonardo da vinci, do qual já muito conversamos, o primeiro a dar uma resposta e a tirar daí consequências. Isso traduziu-se no que chamou de perspectiva atmosférica.

se de dia o céu é genericamente azul, de noite, não o é. e leonardo não teve qualquer problema em perceber que a variante era a luz. o céu é azul devido à interacção da luz com o ar. e assim sendo, este artista formulou a ideia que a nós nos parece óbvia: a cor não é uma característica intrínseca do céu. na verdade a cor não é uma característica intrínseca de nada… espero não o desapontar.

mais tarde, isaac newton, contou-nos que a radiação electromagnética visível (ou o que para tornar o entendimento mais simples, chamamos de luz) não se comporta como o nosso sistema de percepção visual a assume (the optics).

numa experiência que também nos pode parecer simples… fez passar um raio de luz por um prisma de vidro, decompondo-o nas suas sete cores. as cores visiveis da luz, e também do arco-iris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. é necessário explicar que cada uma destas cores tem um comprimento de onda diferente, e que cada uma viaja a uma velocidade diferente.

o fenómeno que permitiu newton tirar as suas conclusões, chama-se refracção, e a atmosfera funciona como um enorme prisma, que refracta a luz, mas especialmente as ondas mais curtas.

para terminar a minha história preciso ainda de lhe falar de lord rayleigh, que descobriu as quatro leis da difusão da luz. mas como não o quero aborrecer, falo-lhe só da quarta lei, que é a que nos interessa, para sabermos a cor do céu:

a difusão ocorre em proporção inversa com a 4ª potência dos comprimentos de onda. basicamente significa que a difusão se dá em progressão exponencial inversa, e portanto os comprimentos de onda mais curtos, são os mais difundidos.

ora os comprimentos de onda mais curtos pertencem à cor violeta.

a verdade, é que o céu não é azul. o céu é violeta, meu caro senhor.

mas nós, simples mortais, possuímos um sistema de percepção visual que é pouco sensível ao violeta… e assim traduz-nos a cor em azul.

somos enganados desdo momento em que aprendendo as cores, atribuímos uma ao céu.

agora diga-me, há melhor forma de lhe explicar a paixão, do que dizer-lhe que o céu em veneza pode ser verde?

 

um beijo da sua, sempre ao dispor,

 

susana

 

ps: um café também seria bom.

posted by: susanarocha at 23:24 | link | comments |
cartas digitais

Saturday, 22 March 2008
carta digital § 17

Susana Rocha, 2008

Lisboa, 2008 (Fotografia de Susana Rocha)

minha cara senhora,

analema e meio é muito tempo mesmo para quem viaja a quase 30 quilómetros por segundo; talvez demasiado tempo para uma carta.

cruzámo-nos na sua exposição do verão passado deixando conversas interrompidas sobre as vanitas e [falta de] chá. não creio nos 15 minutos de fama de andy warhol nem no sic transit gloriæ mundi, por isso deixo-lhe os meus parabéns, passando de imediato ao chá.

audrey flack é autora da estátua cuja réplica em lisboa a sua fotografia documenta. espero que a minha escolha pelo café em oposição à sua preferência pelo chá não suscite divergências irreconciliáveis.

os exercícios de concisão são sempre difíceis sobretudo quando experimentamos inscrever em poucas palavras demasiadas ideias e imagens, por isso diga-me, senhora minha, qual é a importância da paixão.

abraço

jorge

posted by: jorge at 20:29 | link | comments |
cartas digitais, diálogos

Friday, 21 March 2008
és... ser

Lisboa   (Fotografia de jorge)

 

és barroco, romantismo e fauvismo

tudo num cocktail explosivo.

és um vulcão submerso.

és fractura com sabor a doce.

és sem-tempo, sem-espaço, com tempo e neste espaço.

não consegues ser meio termo entre a ternura e a acidez.

és o momento.

preferes o cheiro a terebentina, aguarrás e óleos ao de roupa lavada.

não consegues viver existências formatadas.

és sem amarras. és com amarras sentimentais.

és emoção. gritos e sorrisos.

és subtileza e ironia.

não tens regras. tens as tuas.

usas a paixão como combustível para todas as coisas. e afogas-te nela.

és silêncio.

és amor possessivo e feroz.

és ódio apaixonado.

és sonho. criatividade. e trabalhas com isso.

és velocidade calma. e velocidade rápida no pensamento.

preferes a leveza, a dança, o salto à corrida. não gostas de corrida.

fotografas portas, pontes, e relógios de sol… para ti.

caixas de correio para nós, e pormenores para a alma.

pintas imposições, nunca sugestões.

és olhar verde e fixo. incomodativo.

és vento à descoberta de um lugar que guardes teu.

és viajante. nos caminhos e na memória.

és evocativa atenta.

foste bailarina.

foste fumo.

foste crente.

és descrente. Das pessoas sobretudo.

és água. No olhar. E na interpretação. Hermética.

és pedra de nome e de teimosia.

és persistente.

és de ficar… para ti.

confias em primeiras impressões.

desconfias do futuro.

és complexa. odeias o vulgar e a humildade excessiva.

arrogante e orgulhosa.

és murro na mesa, costas a virar e olho que pisca.

és sacana, matreira. e amiga. de uns “happy few”.

és sensível. a praticamente tudo.

és palavra dita e escrita.

 

és não sabes muito bem o quê...

mas por hoje… basta que sejas.

posted by: susanarocha at 00:46 | link | comments |
a um tom

Tuesday, 11 March 2008
percepção

Fotografia de Susana Rocha

Bolonha

 

a representação provoca te(n)são à percepção.

 

sempre soubeste que não podias confiar na visão,

[nem nas palavras.]

mas…

e o tacto que te oferece as formas ao corpo?

 

[da alma?]

 

 

 

         gh’é più zorni che luganega*

 

                *há mais dias que salsichas  

 

posted by: susanarocha at 20:25 | link | comments |
provérbios venezianos

Wednesday, 20 February 2008
travessias

Fotografia de Susana Rocha

Getxo

 

ainda nem chegaste.

trazes tanta bagagem.

tanto peso.

 

pensas quem te espera?

 

[sabes… continuam a ser as pontes]

posted by: susanarocha at 00:21 | link | comments (1) |
direcções

Tuesday, 12 February 2008
gosto de gostar § 8

Fotografia de Susana Rocha

Ponte da Barca

 

tudo o que é pobre…

é directo.

 

pensei um outro lago.

um outro horizonte.

um outro outono.

 

[uma paisagem… nunca é só uma paisagem]

 

ainda recordo a promessa

de me inverteres a temperatura

das imagens.

 

[gosto de gostar

 dos teus olhares]

 

posted by: susanarocha at 17:59 | link | comments |
gosto de gostar

Tuesday, 05 February 2008
bom dia

Jorge - Lisboa, 2007

Lisboa, 2007

no olhar desvanece-se  a cidade enquanto se acende a ausência.

hoje venho dizer[te]

bom dia.

bom ano.

 

[quase como no programa da estação de rádio que rasga a madrugada. minha? tua?]

posted by: jorge at 16:47 | link | comments |
palavras gravadas, a um tom

Sunday, 03 February 2008
conto-te daqui que...

Fotografia de Susana Rocha

Siena

 

o que desconheces é que ainda espero por ti.

 

que odeio relógios.

instrumentos medidores de tempos e atrasos.

 

o que desconheces é que não se vive suspenso.

numa torre sem construção.

 

um dia disse-te…

chove em mim

lá fora.

posted by: susanarocha at 01:34 | link | comments |
desamores

Sunday, 23 December 2007
tempo antes do tempo § 1

Fotografia de Susana Rocha

Fotografia de Susana - Lisboa, 2007 

somos imagens presas.

perdidas.

vejo através do tempo e viajas

para longe.

de mim.

 

[percorro as palavras e desenho o futuro da memória.]

posted by: jorge at 01:19 | link | comments |
desamores

Sunday, 16 December 2007
somos barcos

Fotografia de Susana Rocha

Tejo

 

enquanto velejas no espaço

há alguém que te lê

 

[os traços]

 

a grafia

 

do ser.

 

sentes as marés.

e o vento que te desperta a pele.

 

ainda… (des)esperas olhando pontes.

 

somos todos barcos procurando equilíbrio.

gostavas de ser…

proa rasgando o mar.

posted by: susanarocha at 21:59 | link | comments (2) |
a um tom

Wednesday, 12 December 2007
resistência

Fotografia de Susana Rocha

Lisboa

 

esculpes a tua resistência

nos embates

 

o que fazes quando o sonho é mais interessante que o dia?

 

posted by: susanarocha at 15:25 | link | comments (2) |
a um tom

Monday, 05 November 2007
enredas(te)[me]

Fotografia de Susana Rocha

Bávaro

 

procuraste nas tuas tempestades

a linha em que te enredaste.

toda a tua respiração é feita de espera.

calculada.

 

esqueceste o início do pensamento quando te sentiste afogar.

 

o amor é uma convicção.

o pensamento. Indomável.

posted by: susanarocha at 22:20 | link | comments (1) |
a um tom

Sunday, 23 September 2007
este tempo [agora]

Saona - 2007 (Fotografia de Susana Rocha)

Saona, 2007 (Fotografia de Susana Rocha)

 

 

estás aqui.

suspenso.

desejaste mergulhar.

no sonho?

na vida?

no tempo?

na distancia?

em ti.

abandonas-te no olhar.

perdido.

 

[desejar é diferente de querer?]

posted by: jorge at 23:31 | link | comments (1) |
desamores

Monday, 10 September 2007
talvez

Fotografia de Susana Rocha

Bávaro

 

sonhas um espaço diferente.

um lugar pintado em ocres e terras.

queres plural.

sonhas um chão coberto de neve, no inverno.

mãos enlaçadas e cheiro a madeira e pimenta pela casa.

 

quando deixares de sonhar talvez vejas km de estrada.

temperaturas distintas e as tuas mãos geladas.

quando deixares de sonhar talvez toques

a solidão de cães abandonados.

 

 

quando.

sonhar.

deixa.

saudade.

por.

dentro.

posted by: susanarocha at 12:55 | link | comments |
desamores

Monday, 06 August 2007
girar

Jorge - Tancos, 2006

Tancos, 2006

 viajas para longe daqui. agora.

[nunca para longe de ti]

 

hélices são asas metálicas

laminas cortantes

lancinando

 

o ar?

 

(texto de jorge e susana)

posted by: jorge at 22:18 | link | comments |
a dois tons

Wednesday, 01 August 2007
gosto de gostar § 7

Fotografia de Susana Rocha

Braga

 

foi bartolomeu de gusmão um dos pioneiros nas experiências com balões.

contam que conseguiu que um voasse 4metros antes de se incendiar, em 1709.

mas dele, saberás mais tu do que eu….

 

só em 1783 um aparelho mais pesado que o ar, voou…

numa tentativa dos irmãos jacques e joseph montgolfier.

dizem que chegou aos 2000m de altura…

 

 

 

 

gosto de ser balão

a rasgar a noite

de encontro a ti.

 

quando me vires voar

segura-me

 

 

quero iluminar-te o rosto.

 

posted by: susanarocha at 00:43 | link | comments |
gosto de gostar

Sunday, 29 July 2007
horizonte

Jorge, Marvão - 2007

Marvão, 2007

esta distancia

no olhar.

 

[na cidadela existo eu. existes tu no olhar?]

posted by: jorge at 23:53 | link | comments |
amores

Monday, 16 July 2007
fenda

Fotografia de Susana Rocha

S. Gimignano

 

a música é feita de silêncios.

 

ainda prefiro a faixa 5 de entre as 23.

agora escolho a 2 a 3 e a 4, para ouvir no escuro.

 

houve já quem tentasse pintar a música

eu pinto-a na pele.

 

hoje… sem ti?

 

posted by: susanarocha at 23:39 | link | comments |
a um tom

Sunday, 15 July 2007
tempo

Susana - Tarragona, 2006

Fotografia de Susana Rocha, Tarragona - 2006

sabes

que todo o tempo é só um sol.

sabes

o movimento das estrelas.

sabes

o tempo do tempo.

sabes

a noite e o fim.

sabes

o tempo.

 

[o meu tempo não coincide com o teu.

perdes [te – me]

perco [te – me]

este tempo sem tempo.

agora.]

posted by: jorge at 16:13 | link | comments |
a um tom

Saturday, 26 May 2007
uma outra espera

Fotografia de Susana Rocha

Mafra

 

olhando os lugares onde te moves

continuo a espera…

 

[do lado de cá]

 

não encontrando portas…

talvez

seja preciso limar janelas.

 

posted by: susanarocha at 17:34 | link | comments |
desamores

Sunday, 13 May 2007
silêncio

Susana Rocha, Nessebar - Bulgária, 2006

Fotografia de Susana -  Nessebar, Bulgária, 2006

esperamos brisas.

é tudo.

[o silêncio pode ser o espelho das palavras?]

posted by: jorge at 20:47 | link | comments |
desamores

Tuesday, 01 May 2007
acre[ditar]

Susana Rocha - Portaventura, Espanha, 2007

Fotografia de Susana - Portaventura, Espanha, 2007

permanecerei aqui mesmo depois de partires.

[crês?]

o tempo trabalha em sentido oposto de nós.

[creio?]

creio num tempo sem tempo.

[confio?]

neste tempo estás aqui.

[presente]

morro [me]

[amanhã]

em ti.

 

 

[acreditar é o mesmo que confiar?]

posted by: jorge at 19:37 | link | comments (1) |
desamores

Friday, 06 April 2007
son[h]o

Fotografia de Susana Rocha

Évora

“O maior alívio que pode ter um homem atormentado é sentir a esperança de em breve  

  sair do tormento. Um homem que dorme tranquilamente na prisão, não está na prisão

  durante o seu doce sono, e o escravo enquanto dorme não sabe que o é, tal como os

   reis enquanto dormem não governam. Há-de portanto considerar aquele que o acorda

  como um carrasco que vem privá-lo da sua liberdade e mergulhá-lo de novo na

  miséria. Acrescente-se que vulgarmente o prisioneiro que dorme sonha que está em

  liberdade e que essa ilusão lhe faz as vezes da realidade.”

 

                                               Giacomo Casanova, in “História da Minha Fuga das Prisões de Veneza"

 

 

 

 

 

não me acordes.

 

[olho-te.

 sonhas também?]

 

posted by: susanarocha at 19:36 | link | comments |
amores

Sunday, 01 April 2007
permanecer

Fotografia de Susana Rocha

Lousã

 

por vezes…

não vês o teu reflexo.

 

mas…

talvez permaneça

o cheiro

a suavidade do toque

o brilho

 

[das flores.]

 

posted by: susanarocha at 00:57 | link | comments |
amores

Sunday, 11 March 2007
carta digital § 16

Fotografia de Susana Rocha

Plovdiv

 

meu caro senhor,

 

acreditamos nas possíveis realidades que colocamos nas cartas que escrevemos. “acreditamos” é uma visão geral. não apenas minha, nem presumivelmente sua.

por vezes essas realidades em potência, são aniquiladas á nascença, mas… já a carta foi enviada e as possibilidades desejadas chegam ao receptor apenas como fragmentos de impossibilidade.

encaremos isso como uma demonstração de que o mundo gira, e de que as cartas (não digitais) levam o seu tempo a chegar. passo portanto a outro assunto.

suponho-o ocupado demais para a escrita. A mim suponha-me ocupada, nunca demais na pintura.

gostaria de lhe descrever a fantástica liberdade que é, com cinco cores em pigmento e uma quantia considerável de óleo de linhaça, fazer todas as cores existentes no mundo.

criar a cor de uma flor de amendoeira que começa a desabrochar enquanto lhe escrevo, da terra molhada depois de um dia intenso de chuva, ou a lágrima de uma mulher no rasgar da noite.

imagine um cenário onde deseje ambiciosamente estar. perca-se nas cores, apaixone-se por elas… e simplesmente comece a criá-las. dê-lhe nomes só seus, como se fossem memórias de texturas, toques, pele ou almas. o limite é a imaginação.

sabendo que uma folha branca e um lápis podem assustar de morte qualquer um, sugiro-lhe que experimente o óleo, o vidro, a espátula, um trapo, e os pigmentos.

sabe… tenho ouvido com certa frequência referências à sensibilidade das mulheres, de um modo geral. embora existam muitas que são verdadeiros animais, semelhantes a uma imagem que acompanha uma das suas cartas anteriores, devo dizer-lhe que considero a sensibilidade uma enorme virtude.

obviamente os excessos são sempre lamentáveis (e no pó de pigmento também), mas acredite que me parece uma enorme demonstração de amor, a aprendizagem do homem à sensibilidade da mulher. nos esforços para a sequestrar vejo apenas uma selvajaria.

especificaria que não me refiro a lágrimas e dramatismos, ainda que estes em pequenas doses precisem existir como simples exteriorizações. mas como o sei inteligente e perspicaz, sei que me entende sem que me estenda.

não me demoro mais.

deixo-lhe apenas mais um provérbio veneziano:

 

                    la fame fa far dei salti, ma l’amor li fa far più alti.*

 

                   *a fome faz-nos saltar, mas o amor faz-nos saltar mais alto

 

um beijo da sua, sempre ao dispor,

 

susana

 

posted by: susanarocha at 19:45 | link | comments (1) |
cartas digitais, provérbios venezianos

Monday, 19 February 2007
este rio aqui

Fotografia de Susana Rocha - Lisboa, 2006

Lisboa, 2006 (Fotografia de Susana)

vejo caminhos sobre a distancia.

procuro o trânsito das palavras entre as margens.

[conto-te que estou a um palmo do silêncio.]

posted by: jorge at 19:38 | link | comments |
desamores

Tuesday, 30 January 2007
perda na intensidade



Cabul   (fotografia de jorge)

gostava de te contar
as vezes que me perco a sentir
e esqueço exteriorizar.

gostava.
mas de novo…
perdi-me no ar…

[o defeito da
(minha?)
intensidade]

posted by: susanarocha at 18:58 | link | comments |
a um tom